Deputado Delmasso sobre as Escolas cívico militares: “até o PT é favorável”

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Escolas estaduais do governo do PT, na Bahia chega a 83 escolas militarizadas

Em entrevista ao Policiamento Inteligente, durante coletiva exclusiva para a Associação de Blogueiros de Política do DF e Entorno (ABBP), o vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Rodrigo Delmasso (Republicanos), fez um balanço dos trabalhos legislativos deste ano.

De forma descontraída ele falou sobre as principais ações da Câmara Legislativa no DF em 2019, em especial, as mudanças no sistema de comunicação eletrônica e no sistema de votação eletrônica. Posteriormente, também falou sobre a sua atuação parlamentar e o que espera do seu mandato para os próximos anos.

Ao ser perguntado pelo Policiamento Inteligente se era favorável ao modelo de Escolas Compartilhas do DF ele foi enfático: “Sou favorável”, de maneira inteligente ele respondeu sem pestanejar: “até o PT é favorável”, se referindo ao Estado da Bahia, que é governado pelo PT. Por lá, as Escolas cívico militares estão se multiplicando. Segundo ele, “somente o PT de Brasília pensa diferente, basta ver as escolas militarizadas da Bahia”.
Com aval do governo do PT, Bahia chega a 83 escolas militarizadas

Projeto antecede o de Bolsonaro; no modelo, policiais da reserva cuidam de disciplina, não de pedagogia. A fama das Escolas Militares levou os municípios baianos a buscarem o Sistema de Ensino dos Colégios da Polícia Militar (SECPM), implantado com apoio da PM. A iniciativa, que começou em 2018, já está em 83 unidades da rede municipal.

Em julho, o governo federal anunciou que a implantação desse modelo é prioridade do Ministério da Educação (MEC), com investimento de R$ 40 milhões em 108 escolas. Ainda de acordo com o MEC, há 203 escolas cívico-militares no Brasil.
Escola sem partido

O deputado afirmou também que o seu próximo passo na CLDF é aprovar o projeto “escola sem partido”, apresentado em atuação conjunta com a ex-deputada Sandra Faraj e que voltou a ser reapresentado agora em 2019.

“É PRECISO TER UM DEBATE SOCIAL. AS ESCOLAS PRECISAM TER ALUNOS PENSADORES, MAS TAMBÉM PRECISA TER PROFESSORES QUE APRESENTE AS CONQUISTAS E DEFEITOS DA DIREITA E DA ESQUERDA, É PRECISO TER EQUILÍBRIO DOS DOIS LADOS, DEPOIS O ALUNO, DE MANEIRA CRÍTICA, DEFINE”, AFIRMOU O PARLAMENTAR.

O vice-presidente da CLDF foi além, “é preciso ter equilíbrio e não punir os alunos que pensam diferente.”

Outro ponto discutido por ele foi a tolerância religiosa dentro das escolas, “não se pode punir um aluno que por cunho religioso não queira encenar uma peça do candomblé, por exemplo”, disse Rodrigo

“UMA ESCOLA SEM PARTIDO É UMA ESCOLA ONDE SE TEM EQUILÍBRIO. O ALUNO DEVE ESCOLHER O MELHOR CAMINHO”, CONCLUIU.

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